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Montadoras recuperam encanto pelo consórcio

De cada cem carros vendidos no Brasil, 13 saíram das concessionárias com o uso de cartas de consórcio no ano passado. Parece pouco, mas em um universo de 3,77 milhões de veículos comercializados em 2013, significa algo em torno de 490 mil carros. De olho neste filão, montadoras – através de seus braços financeiros – estão reforçando a oferta do produto a seus clientes. A vantagem está na garantia da venda: como os consórcios demoram até cinco anos para serem contemplados, as companhias têm uma venda futura garantida equivalente a um mês de produção.

Os dados são da Asso­ciação Brasileira de Admi­nistradoras de Consórcios (Abac). Nos três primeiros trimestres de 2013, último dado disponível, 13,8% das vendas de veículos leves se deram por meio de consórcio. As montadoras acompanham de perto essa modalidade de pagamento, que já representa 8% do total de veículos vendidos por seus bancos, de acordo com dados da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). Com isso, o número de participantes nos consórcios aumentou 25% no ano passado, para quase 2,3 milhões de pessoas.

A opção por vender consórcio vem crescendo ano a ano. Em 2007, por exemplo, as contemplações correspondiam a 4% das vendas de veículos leves, segundo a Anef. Para as montadoras, a comercialização de carros por consórcio aumenta a previsibilidade tanto da produção quanto das vendas no futuro e, assim como para os consumidores, garante um colchão de proteção à indústria automotiva.

“O objetivo das financeiras de montadoras é ampliar as opções de venda de veículos aos consumidores, funcionando como uma forma de planejar a produção para os próximos anos. Com uma carteira estruturada, fica mais fácil prever toda a cadeia produtiva até a entrega ao consorciado contemplado”, analisa Paulo Roberto Rossi, presidente da Abac.

O presidente da Anef, Décio Carbonari, calcula que uma participação de 10% das vendas por meio de consórcio implica um mês de vendas garantidas no futuro. “Esse aumento da demanda já impacta a produção e a entrega das montadoras”, analisa.

Além de vantajoso para as fábricas, não está difícil convencer clientes a saírem com uma carta de consórcio nas mãos, em vez da chave do carro. Carbonari aponta como hipóteses dessa mudança de comportamento a dificuldade de obtenção de crédito, prestações mais baixas com o consórcio e ainda um risco menor, já que em financiamentos tradicionais a inadimplência pode causar a perda do veículo. “O consórcio amplia a base de clientes que antes não teriam condições de comprar um carro. É uma modalidade adicional que veio para ficar”, observa. 

 

Na calculadora

 

Compra planejada custa menos que o financiamento

A vantagem de planejar a compra do veículo tem atraído cada vez mais consumidores. Em novembro do ano passado, segundo os dados da Abac, 2,29 milhões de participantes estavam consorciados, uma alta de 25% sobre o mesmo período de 2012, quando 1,83 milhão de pessoas tinham cotas de consórcio. O volume de crédito comercializado pelo sistema em 2013 foi de R$ 35,8 bilhões, alta de 7,8% sobre os R$ 33,2 bilhões movimentados em 2012.

Pelos cálculos do economista Lucas Dezordi, conselheiro do Conselho Regional de Economia (Corecon-PR) e coordenador do curso de Economia da Universidade Positivo (UP), o valor final de um carro que custa R$ 40 mil comprado em um consórcio fica em R$ 48 mil (20% acima do preço à vista). O mesmo veículo parcelado em 60 vezes em um financiamento custa R$ 55,7 mil (ou 39,4% a mais do que à vista). “O financiamento é a melhor opção para quem precisa do carro agora. Para quem pode se planejar, o consórcio é mais vantajoso”, resume. 

Compare

 

Schonarth, João Pedro. Montadoras recuperam encanto pelo consórcio. Gazeta do povo, 7 de fev. 2014.

Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1445441&tit=Montadoras-recuperam-encanto-pelo-consorcio#ancora>.

Acesso em: 20 de mar. 2014. 

 

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